quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Velório de paranaense com milho no caixão e arremesso de buquê viraliza


 
Foto: Reprodução
Velórios costumam ser cerimônias tristes, mas a aposentada Bertile Leal Ferreira decidiu que a despedida dela seria diferente. Com 65 anos, a moradora de Curitiba (PR) acabou falecendo após um derrame cerebral, mas o que surpreendeu mesmo foram os seus desejos para os familiares de como deveria ser o último adeus.

Com milho de pipoca no caixão e arremesso de buquê de flores, a história da mulher foi publicada por sua sobrinha, Ariadne Leal, de 20 anos, e viralizou no TikTok.

Com 6,2 milhões de visualizações até a manhã desta segunda-feira (15), o vídeo postado por Ariadne explica o motivo do milho do caixão e também do buquê arremessado como em um casamento. A equipe do portal RIC Mais conversou com a sobrinha de Bertile, que contou como tudo foi organizado pela família.

“A gente fez esse velório diferente porque foi ela que pediu mesmo. Ela tinha bastante problema de saúde há bastante tempo, porque ela faleceu com 65 anos, mas desde os 37 anos ela vivia tendo problema de saúde. Então, como ela sabia que era provável dela ir antes que a gente, ela já tinha comentado que ela queria que colocassem milho no caixão dela, para que quando ela fosse cremada estourasse, ela queria que virasse pipoca e fizesse bastante barulho. Aí ela pediu também pra gente jogar flores, igual faz em casamento para ver quem vai ser a noiva, mas ela queria ver quem seria o próximo [a morrer]. Mas ela sabia que todo mundo ia correr, que ninguém quer ir tão cedo”,

Ariadne ainda contou que a cerimônia não foi inusitada para a família, que já conhecia a aposentada e seu bom humor muito bem. “A gente já conhecia a figura [risos], já estávamos acostumado com tudo o que ela falava, então pra gente foi bem normal”, disse a jovem.

Apesar de ser conhecida pelo Brasil apenas após a sua morte, Bertile foi exemplo de superação durante toda a sua vida. Guerreira, a mulher enfrentou três episódios de câncer, tinha problemas em quase todos os órgãos, teve que retirar a vesícula, passou por quimioterapia e radioterapia e tinha muita retenção de líquidos. A aposentada atualmente ia para o hospital três vezes por semana, tomava 26 comprimidos por dia e chegou a pegar Covid-19 durante a pandemia.

Com informações do site: diariovip