sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Bar é interditado no RS após denúncia por uso de artefato pirotécnico


 
Foto: Reprodução
A apresentação, segundo a denúncia, teria ocorrido na noite da última sexta-feira (10), mesmo dia em que quatro pessoas foram condenadas pelas 242 mortes ocorridas na boate Kiss, em Santa Maria (RS), há quase nove anos.

Dois dos acusados -- Marcelo de Jesus dos Santos (vocalista da banda Gurizada Fandangueira) e Luciano Bonilha Leão (assistente de palco) -- foram condenados a penas de 18 anos pelo uso de artefato pirotécnico inadequado que teria dado início ao incêndio na madrugada da tragédia.

A Promotoria em Erechim pediu que os bombeiros fossem até o bar verificar a veracidade da denúncia, na última segunda (13).

Segundo o promotor Gustavo Burgos, a proprietária do bar informou que a pirotecnia foi usada por um músico que se apresentou no local. Nesta quinta, ela afirmou que o artefato utilizado era para uso em espaços internos.

"A gente entende que, neste momento, na semana em que foi julgado o caso da boate Kiss, a utilização desse tipo de equipamento dentro das casas noturnas representa uma falta de empatia, de compaixão em razão dos fatos gravíssimos que aconteceram em Santa Maria", afirma o promotor.

O bar chegou a ter o alvará recolhido pelos bombeiros depois da constatação de outras irregularidades, como extintores com prazo de validade vencido, ausência de funcionários com treinamento de brigadista de incêndio e iluminação de emergência parcialmente sem funcionar.

Nesta quinta-feira, os bombeiros comunicaram ao Ministério Público que, em nova vistoria, verificaram que os problemas foram resolvidos e o bar poderia voltar a funcionar.

Ainda assim, devido ao uso de pirotecnia sem alvará de evento temporário, o estabelecimento será multado. A proprietária informou que apresentações do tipo estão proibidas no local e que fixou um aviso, ao lado do palco.

A reportagem tentou entrar em contato com o bar, mas não obteve retorno até a publicação.

O promotor que acompanha o caso ressaltou ainda a diferença entre a atuação do Ministério Público no episódio atual e no caso da boate Kiss.

A boate de Santa Maria foi alvo de inquérito pela Promotoria e teve um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), antes da tragédia ocorrida em 2013, mas por problemas com vazamento de som, que incomodava vizinhos.

"Em Santa Maria, tínhamos uma investigação do Ministério Público a respeito da poluição sonora, ambiental da boate. Aqui, tivemos uma denúncia direta de utilização de artefatos pirotécnicos dentro de um estabelecimento. Em razão disso, o procedimento começou de forma diferente e solicitamos o comparecimento dos Bombeiros ao local para averiguar a veracidade dessa denúncia", explica ele.

Com informações do site: msn.com