sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Uma Manaus que não dorme e a operação da Polícia Federal


 
Foto: Reprodução
A Polícia Federal não age por si mesma, executa decisões judiciais, porém é nela o foco de todas as atenções.

Os alvos sempre são políticos e empresários, quando não juízes e até mesmo policiais envolvidos em corrupção.

Apesar de todos os mecanismos de controle - e são muitos - recursos públicos ainda são desviados e sempre serão, porque por mais aprimorado que seja o sistema, as pessoas não se contentam com o que é delas. Sempre estão desejando mais e o poder lhes confere facilidades e oportunidades que os mais “honestos” não têm.

Mas não dá para concordar com o inesquecível  Millor  Fernandes( 1923-2012), que em uma  de suas colunas no semanário o "Pasquim" e na revista "O Cruzeiro", já extintos, deixou muita gente “honesta” pensativa: "devemos sempre deixar bem claro que nenhum de nós, brasileiros, é contra o roubo. Somos apenas contra ser roubados“.

Millor viveu em um tempo em que era normal as pessoas dizerem que determinados governantes roubavam, mas trabalhavam e apresentavam resultados.

O que mudou? Surgiram os órgãos de controle, mas como a corrupção é endêmica, aqui e ali espoca um escândalo. Até a PF, para enfrentar a corrupção, muitas vezes é obrigada a cortar na própria carne…

O exemplo mais marcante foi a prisão de Newton Ishil, em 2016. Ele ficou conhecido como “o Japonês da Federal”. Era o agente que conduzia  pelo braço os presos da Operação Lava Jato. Ishil foi acusado, preso e condenado por facilitar a ação de contrabandistas. Um  duro golpe na imagem da Polícia Federal...

Com informações do site: Portal do holanda