quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Depressão e redes sociais: prós e contras de falar abertamente sobre a doença


 

Foto: Reprodução
"Eu só estou aqui, de pé, porque desde que afundei meus amigos organizaram um rodízio pra ficar sempre gente na minha casa", escreveu o youtuber Felipe Neto. "A depressão é uma doença da mente, como a gastrite é uma doença do estômago."

O maior influencer do Brasil detalhou recentemente seus problemas com a saúde mental em uma série de aparições nas redes sociais. Desabafos públicos sobre o tema, que chegam a dezenas de milhões de pessoas, também já foram feitos por outros influenciadores, como o comediante Whindersson Nunes.

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Antes restritas ao âmbito privado, conversas sobre depressão, ansiedade, bipolaridade, síndrome do pânico e outros transtornos têm se livrado da atmosfera de segredo e constrangimento do passado para ajudar a romper estigmas e estimular pessoas a buscar tratamento.

"A gente acabava encarcerando o sofrimento, a loucura, as contradições humanas na vida privada. Algo como 'não traga isso aqui para a rua, deixe lá no seu quarto, na sua casa, na sua família, mas não divida isso, não torne isso um assunto coletivo", diz o psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro Reinvenção da Intimidade - Políticas do Sofrimento Cotidiano.

Para ele, há um movimento positivo em se mostrar mais vulnerável, inclusive do ponto de vista cognitivo: "Nossas vulnerabilidades que antes precisavam ser escondidas na vida privada são uma matéria-prima para o laço com o outro. Porque pode ser de cuidado mútuo, pode ser de reflexão conjunta, pode ser de partilha de afetos".

Com informações do site: BBC