quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Usuários de ônibus reclamam que lotação "anula" efeito de máscaras e álcool


 
Foto: Reprodução

Desde setembro do ano passado, quando a prefeitura de Campo Grande liberou que ônibus e terminais do transporte coletivo pudessem funcionar normalmente, o distanciamento se tornou impossível dentro dos veículos. Durante as últimas semanas, com aumento dos casos de covid-19 e H3N2, os relatos de usuários de ônibus são que a lotação nos veículos tem “anulado” o efeito do uso de máscaras e álcool.

Em vídeo registrado pelo publicitário Rodolfo Cesar de Souza, de 32 anos, é possível ver o ônibus da linha 070 lotado durante o horário de pico, com pessoas até nas escadas da porta frontal. “A obrigatoriedade de máscara todo mundo cumpre, mas a superlotação faz com que isso não funcione. Além de que tem a transpiração, o sol escaldante e ônibus cheio”, disse.

Ainda de acordo com Rodolfo, álcool em gel costuma ser disponibilizado tanto nos ônibus quanto nos terminais e seria mais útil unido a medidas para diminuição da quantidade de pessoas nos veículos. “Antes, tinha controle maior das entradas nos ônibus, não ficava superlotado. A gente entrava pela frente para ter esse controle e agora, isso não existe”.

Vendedora, Rosangela Oliveira, de 29 anos, complementa a resposta de Rodolfo dizendo que mais frascos de álcool poderiam ser distribuídos pelos terminais e ônibus como forma de aumentar a facilidade para higienização.



No ônibus, o vidro de álcool fica ao lado do motorista. É ruim porque quando a gente passa pela catraca, as pessoas ficam pegando em vários locais e não tem álcool", diz Rosangela.

Sobre a disponibilização do álcool, durante observação no Peg Fácil da Praça Ary Coelho, na Avenida Afonso Pena, a reportagem registrou que raras são as pessoas que fazem uso do álcool na entrada do local. Confira o vídeo abaixo:

Já para Gisele Dutra, de 37 anos, uma possível solução não envolve nem o aumento da disponibilização de álcool, nem a simples volta da restrição de lotação. “Para quem é trabalhador, essa restrição é ruim. O que precisamos é de mais ônibus nas ruas. Na hora de eu ir embora, não pego nem o ônibus mais lotado e vai gente exprimida quase saindo da janela”, diz.

“Você usa álcool, mas não tem onde segurar e precisa segurar nas pessoas. Esbarra no outro com o corpo, então, precisam manter uma boa quantidade de linhas”, completa.

Posicionamentos – À reportagem, o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende, explicou que a higienização dos ônibus, uso de máscara e disponibilização do álcool em gel seguem em ação. Sobre as reclamações referentes à lotação dos veículos, ele alegou que a quantidade de pessoas utilizando o transporte coletivo diminui após o Natal e, por isso, não há previsão para aumento da frota nas ruas.

“O número de pessoas reduziu desde o Natal e a frota continua a mesma. Antes do Natal, chegamos a transportar 109 mil pessoas diariamente, enquanto ontem foram 91 mil. Temos um número bastante reduzido em relação ao normal”, disse.



Completando a resposta, Rezende disse que o consórcio está cumprindo as determinações exigidas pelo poder público e que, em caso de novas determinações, estas serão cumpridas. “Não baixamos a guarda e é preciso que todo mundo se cuide. Por exemplo, se puder evitar o horário de pico é algo positivo”.


Com informações do site:  campograndenews